Guerrero deixa Fiel para trás e exalta torcida do Fla: “É a maior do mundo”

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Reforço pontual. Mesmo apósdesembarcar às 4h da manhã, Guerrero chegou para treinar às 9h30 desta terça-feira no Ninho do Urubu. Sua apresentação estava marcada para 13h, na Gávea, mas ele surgiu no Salão Nobre às 12h58. Porém, foi especialmente pontual quando perguntado sobre o que muda ao trocar o clube de segunda maior torcida do Brasil pelo mais popular dentro do território nacional. Rompeu as barreiras e comungou do discurso da “nação”. Para ele, não trata-se de hegemonia local, mas global. “É a maior do mundo”, decretou o peruano de 31 anos. Ciente da rixa criada entre Flamengo e Corinthians em torno dessa questão de popularidade, o jogador nem mencionou o nome do Alvinegro, a quem tratou como ex-clube. E colocou seu novo time no topo. Do mundo.

– Sei que o Flamengo tem muita história não só dentro do futebol do Brasil, mas é internacionalmente conhecido. Tem a maior torcida, acho que do mundo. É a maior do mundo. Eu vi nos estudos que o Flamengo estava no primeiro lugar. Isso me orgulha de defender um time tão grande. Representar essa camisa do Flamengo – afirmou.

Voltou a elevar o Flamengo quando perguntado sobre seu passado na Alemanha, onde vestiu as camisas de Hamburgo e Bayern de Munique. Uma repórter alemã questionou qual era a representatividade de sua chegada ao Rubro-Negro. Ele tornou a dizer que era um dos momentos mais felizes de sua vida, pois chegava a um clube conhecido internacionalmente e tão importante quanto os bávaros. A profissional, surpresa, e talvez insatisfeita com a resposta, insistiu e indagou: “É maior do que o Bayern?”. Guerrero cochichou com os dirigentes Walter D’ Agostino (vice-presidente geral) e Rodrigo Caetano (diretor executivo), que o ladeavam, e disparou.

– Eu estou feliz de pertencer a um clube tão grande quanto o Flamengo. Na Alemanha, já fui do Bayern que também é um dos grandes do mundo. O Flamengo é um dos maiores do mundo, acho que tem mais torcida que o Bayern. Estou feliz de estar aqui – rebateu, arrancando aplausos dos torcedores presentes.

Durante a Copa América, Guerrero afirmava que trocaria o chip “seleção peruana” pelo “Flamengo” quando a competição fosse encerrada. O chip “Corinthians” certamente também foi tirado da cabeça do atacante, pois nem mencionou o nome do Alvinegro do Parque São Jorge quando confrontado a respeito da cláusula que o tirou do jogo entre os clubes, marcado para o próximo domingo, no Maracanã.

– Na verdade, eu não sei como vai ser jogar contra o meu ex-time. Ainda não falamos sobre isso. Mas eu estou muito ansioso para estrear jogando em casa no Maracanã. Vou me preparar. Acabei de chegar. Estava no meu país descansando curtindo com minha família. Vou me preparar bem para dar o melhor.

E Guerrero mostrou muito otimismo quanto à melhora da situação do time, atualmente o 15º colocado no Campeonato Brasileiro, com 10 pontos.

Pode ser que todos os torcedores estejam um pouco chateados com os últimos resultados que o time teve. Mas todo time passa por uma fase assim. Tenho certeza que o time vai melhorar. Espero dar tudo de mim, apoiar o time em todo momento. Espero me entrosar muito rápido, porque o time precisa e a gente não pode perder tempo. Tenho certeza que o time vai melhorar, a gente vai conseguir bons resultados e este ano conseguir algo importante com o Flamengo. Quando eu chego em um time, a única coisa que posso prometer é que vou dar tudo de mim. Não gosto de perder, quero ganhar sempre – afirmou.

E para melhorar o desempenho da equipe, Guerrero aposta no entrosamento com Emerson Sheik, com quem jogou no Corinthians. Em relação ao restante do grupo, ele crê que não terá problema de adaptação.

– Conheço bem o Sheik. Tenho que me entrosar com o restante do grupo, mas pelo time que a gente tem, com jogadores jovens, vai ser rápido.

Ao fim da entrevista, o vice-presidente geral do Flamengo, Walter D’Agostino, com um discurso inflamado, disse aos “derrotistas” que não duvidassem da capacidade do clube de atrair jogadores de peso. E ainda classificou o diretor executivo de futebol, Rodrigo Caetano, como peça-chave para a contratação de Guerrero.

Antes de ser apresentado, o atacante peruano já fez o primeiro treino com o restante do grupo na parte da manhã. Ele trabalhou entre os titulares e vai fazer sua estreia já nesta quarta-feira, contra o Internacional, em Porto Alegre, na partida que está marcada para as 22h (de Brasília). Vale lembrar que Guerrero não vai atuar contra o Corinthians, no domingo, por conta de um acordo entre os presidentes dos dois clubes feito para facilitar a rescisão dele com seu ex-time.

Aos 31 anos, Guerrero chega ao quarto clube de sua carreira profissional. Ainda como amador, começou no Alianza Lima, do Peru, e foi para o Bayern de Munique, onde se profissionalizou. Transferiu-se para o Hamburgo, também da Alemanha, e passou seis anos por lá antes de ir para o Corinthians, onde se tornou ídolo da torcida principalmente por conta do gol que deu ao Timão o título do Mundial de Clubes da Fifa de 2012 – vitória de 1 a 0 sobre o Chelsea. A expectativa dos rubro-negros é de que Guerrero consiga repetir no Rio o sucesso que teve em São Paulo.

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